Ato de nomeação tornado sem efeito por culpa da administração
4 comentários
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CLÃUDIA_1
10/01/2009 01:44Em 2000 passei num concurso público e fui nomeada 3 anos e 8 meses depois, mais perdi a posse por não ter sido publicada a nomeação em jornal de grande circulação conforme previa o edital. Entrei com mandato de segurança na justiça comum e ganhei. Após 01 ano da ato tornado sem efeito fui nomeada novamente. Já saí do estágio probatório. Tenho 03 anos e meio de serviço público.
Gostaria de saber se tenho direito de receber do estado este 01 ano que fiquei sem tomar posse por culpa da administração. Em positivo, que tipo de ação devo fazer ? E se ainda há tempo habil para reclamar tal indenização. Conto a ajuda de alguem, pois já consultei vários advogados e nenhum conseguiu me dar uma resposta precisa!!! -
JB
12/01/2009 17:50Irei acompanhar a discussão.
Se por um lado você poderia ter trabalhado este 1 ano e assim ter recebido sua remuneração, por outro você não trabalhou e consequentemente não recebeu, por erro da Administração. -
JB
14/01/2009 17:25A CLÁUDIA_1 | CUIABA/MT
AQUI ESTÁ.... ACHEI UMA COISA MUITO INTERESSANTE PARA VOCÊ!!!!!
Candidato que não assumiu cargo por ato ilegal do poder público recebe indenização
O candidato de concurso público que não assume a vaga por erro ou ato ilegal da administração pública deve ser indenizado por danos materiais e morais, independente do exercício do cargo. Esse foi o entendimento unânime da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de relatoria do ministro Luiz Fux. O processo interposto pela União e originário do Rio Grande do Sul recorria de decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região que beneficiou um grupo de aprovados.
Em 1989, um grupo de candidatos foi aprovado para os cargos de técnico judiciário e oficial de justiça avaliador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Entretanto eles não tomaram posse, pois o edital do concurso determinava que os aprovados deveriam ter formação em Direito, Economia, Administração e Ciências Contábeis ou Atuariais. Os aprovados tinham formação em nível superior, mas em outras áreas. Posteriormente essa exigência foi considerada ilegal em sentença transitada em julgado (decisão judicial final que não comporta mais recursos) em junho de 2002.
Em fevereiro de 2003, os aprovados tomaram posse. Em 2004, eles pediram indenização material pelos salários não recebidos da aprovação até a posse efetiva e danos morais por não poderem exercer os cargos a que fariam jus por quase uma década. A União alegou já estar prescrita a possibilidade de pedido de indenização. A alegação foi aceita pelo Juízo da 2ª Vara Federal de Porto Alegre com base no artigo 269, inciso IV, do Código de Processo Civil. A 2ª Vara entendeu que o dano ao direito ocorreu entre 1989 e 1991, quando este foi efetivamente violado. Os interessados recorreram e o TRF4 aceitou o recurso.
A União interpôs recurso no STJ com a alegação de que a decisão do TRF4 não teria sido clara e não respondeu a todos os argumentos do recurso (artigo 535 do Código de Processo Civil) e que já estaria prescrito o direito à indenização. Além disso, afirmou que não haveria direito de receber os vencimentos retroativamente, dependo do efetivo exercício do cargo (artigo 40 da Lei n. 8.112, de 1990).
No seu voto, o ministro Luiz Fux considerou que o prazo de prescrição começa a correr da ciência inequívoca do fato, no caso o trânsito em julgado da sentença. Apontou que, antes disso, não haveria certeza do dano causado pela administração pública. O ministro também considerou que, mesmo se manifestando sucintamente, o TRF4 teria respondido adequadamente às questões levantadas pela União. Ele destacou que a jurisprudência do STJ é pacífica ao afirmar que o juiz não precisa rebater cada argumento da parte.
Segundo o magistrado, não há impedimento para a indenização ser equivalente aos pagamentos que deveriam ter sido recebidos, destacando que a jurisprudência do Tribunal entende nesse sentido. O princípio da moralidade administrativa consiste na “atividade dos administradores, além de traduzir a vontade de obter o máximo de eficiência administrativa, terá ainda de corresponder à vontade constante de viver honestamente, de não prejudicar outrem e de dar a cada um o que lhe pertence”, sendo “obrigação do Poder Público indenizar o dano que causou”, completou o ministro Fux.
FONTE: http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=90579 -
Fefe
26/10/2009 12:38Caros amigos,
Por gentileza, gostaria de saber o seguinte:
Considerando o concurso ainda no prazo de validade e havendo interesse da Administração por necessidade de serviço, pois há vagas e não há mais aprovados no concurso, pergunto se é possível administrativa ou juridicamente REVERTER uma NOMEAÇÃO SEM EFEITO POR PERDA DE PRAZO PARA TOMAR POSSE?
Vcs já presenciaram situação semelhante?
Agradeço antecipadamente
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