1. Frasson
    14/09/2009 15:32

    Tenho o seguinte caso: um indivíduo pediu a um semi-analfabeto alguns documentos sob a alegação que iria "ajudá-lo" em um processo de inventário, decorrente da morte de um dos genitores deste. Ocorre que, algum tempo depois, surpreendeu-se o semi-analfabeto ao receber uma ligação de uma revenda de automóveis afirmando que o enganado possuía um automóvel em seu nome, alienado fiduciariamente a uma financeira.
    Descobriu o rústico homem que o falso amigo havia utilizado sua documentação para adquirir um automóvel via financiamento.

    Agora, a pergunta: é possível o falso amigo ser processado por danos morais? Devo processar a financeira também? Somente a financeira?

    Grato por eventuais auxílios.
    Mensagem inadequada
  2. Pablo Dotto_1
    12/10/2009 12:28

    FRASSON, o caso deve ser analisado com cuidado, pois há alguns aspectos interessantes.
    Pois bem, o semi-analfabeto foi até a financeira e assinou toda a documentação ou foi o "amigo" dele que se utilizou dos documentos dele?
    Se o amigo se utilizou de toda a documentação aí não tenho dúvidas que cabe uma ação de indenização por danos morais e inexigibilidade de débito contra a financeira apenas, nào contra o amigo.
    Vc. precisa analisar até que ponto a financeira foi negligente, deixou de conferir documentos e etc.
    O fato é que se este amigo se passou pelo semi-analfabeto, inclusive utilizando seus documentos aí eu não tenho dúvidas a respeito da responsabilidade civil da financeira, à luz da teoria do risco da atividade profissional e do CDC.
    Se vc. estiver em SP entre em contato que podemos trabalhar juntos neste caso (pablo@mdmadv.com.br)
    Mensagem inadequada

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